quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Avatar



AVATAR (idem, 2009, 162 min)
Produção: Estados Unidos / Reino Unido
Diretor: James Cameron
Roteiro: James Cameron
Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Stephen Lang, Michelle Rodriguez, Joel David Moore, Giovanni Ribisi.

James Cameron é um ícone no cinema mundial, lembrado principalmente por ser um diretor visionário, tecnicamente falando. Como não lembrar a incrível verossimilhança e a construção de “Titanic” (1997)? Seus efeitos especiais e a montagem do filme nos impressionam até os dias atuais, sendo que a tecnologia já avançou bastante em relação à época das filmagens do naufrágio do transatlântico. Outro filme marcante da carreira do diretor é “Exterminador do Futuro” que, em 1984, se tornou um marco na história da ficção científica.

Pois bem, doze anos separavam “Titanic” de “Avatar” (2009) (lembrando que nesse hiato, Cameron só dirigiu/produziu um documentátio), justamente as duas pérolas do diretor e que também são os dois maiores faturadores de bilheteria da história do cinema.

A história de Avatar se passa no futuro e leva o espectador a um planeta chamado Pandora, onde os humanos estabeleceram pequenas bases militares com o objetivo de obter um valioso minério encontrado apenas naquele solo. É lá que desce Jake Sully, militar preso a uma cadeira de rodas. Sully vai fazer parte do chamado programa Avatar, que o permite assumir o corpo de um Na’Vi, espécie habitante do local, para conhecer um pouco mais sobre os nativos. Aos poucos, Sully vai entrando em contato com a cultura e se identificando com aquele povo, ao mesmo tempo em que se apaixona por uma delas. Mas quando os militares declaram guerra aos Na’Vi, Sully precisa decidir o lado no qual quer lutar. (fonte: cineplayers.com, acesso em 18 de agosto de 2012)

Como dito acima, “Avatar” é um filme belíssimo que revolucionou o cinema na questão do CGI e na técnica de captura de movimentos. Aqui, Cameron, analogamente, se assemelha a Deus. Embora tenha demorado muito mais que 7 dias, Pandora é um mundo criado do nada. Fauna, flora e até um língua foram feitos para dar mais realidade ao filme. Nessa review, usei a palavra técnica diversas vezes, pois é isso que o longa é: um filme técnico e isso se reflete na premiação do filme. Das 9 indicações, o filme de Cameron levou três  prêmios ( Direção de Arte, Fotografia e Efeitos Visuais).

Dessa forma, se formos analisar o filme tirando toda essa maquiagem, o que nos sobra não é grande coisa. A questão ambiental do longa é gritante, mas não mais revolucionaria do que o excelente uso do 3D em 2010, já se fazia quatro anos que Al Gore tinha lançado o seu “Uma Verdade Inconveniente” (2006) e o discurso ambiental já era conhecido, ou seja, não trazia nenhum debate inovador. Se formos analisar friamente, “Avatar” não passa de uma releitura moderna de “Pocahontas” (1995). No clássico da Disney, temos o povo nativo, a chegada de desbravadores para uso dos recursos ambientais e a paixão proibida entre a nativa e o recém-chegado.

Porém “Avatar” não merece o demérito total, e com todos os seus prós e contras, o longa fez história no cinema. Daqui alguns anos, poderemos analisar o quanto o filme mudou a história do cinema. Particularmente, e talvez fazendo uma análise precipitada, vejo que o filme revolucionou o cinema tanto quanto “O Cantor de Jazz” (1927), o primeiro filme falado, ou “Vaidade e Beleza” (1935), o primeiro filme colorido.

INDICAÇÕES:
1. Melhor Filme: James Cameron e Jon Landau
2. Melhor Diretor: James Cameron
3. Melhor Fotografia: Mauro Fiore – venceu
4. Melhor Direção de Arte: Rick Carter, Kim Sinclair e Robert Stromberg – venceu
5. Melhor Edição: James Cameron, John Refoua e Stephen E. Rivkin
6. Melhor Edição de Som: Christopher Boyes e Gwendolyn Yates Whittle
7. Melhor Trilha Sonora Original: James Horner
8. Melhor Mixagem de Som: Christopher Boyes, Gary Summers, Andy Nelson e Tony Johnson
9. Melhores Efeitos Visuais: Joe Letteri, Stephen Rosenbaum, Richard Baneham e Andrew R. Jones – venceu

por Renan do Prado Alves

2 comentários:

Luís disse...

Ô filme chato da porra!

Fernanda Wainer disse...

Um super filme! Inesquecível e muitíssimo bem feito. A Academia, infelizmente, não reconheceu a preciosidade cinematógrafica dessa obra-prima e premiou o filme mais esquecível da história dos vencedores da premiação.