domingo, 7 de outubro de 2012

Tubarão



TUBARÃO (Jaws, 1975, 124 min)
Produção: Estados Unidos
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Peter Benchley e Carl Gottlieb
Elenco: Roy Scheider, Robert Shaw, Richard Dreyfuss, Lorraine Garry, Murray Hamilton, Carl Cottlieb, Jeffrey Kramer, Susan Backline.

E assim começou… Por ter sido o primeiro dos blockbusters, “Tubarão” (1975) de Steven Spielberg, é muitas vezes malvisto por ter iniciado a tendência do cinema americano para a infantilização e os mega-espetáculos. Porém, o filme tem qualidades que a imensa maioria dos arrasa-quarteirões não possui. Sua história simples (um enorme tubarão branco ataca uma cidade praiana às vésperas de um lucrativo feriado, e três homens se unem para detê-lo após vários ataques) esconde o fato de que “Tubarão” é, sim, um grande trabalho cinematográfico. As caracterizações dos personagens são precisas e ricas; os atores estão todos excelentes; e a inventividade com a qual o filme é construído, filmado e editado o transformaram num sucesso absoluto de público e critica, e não seus efeitos visuais (bem primários quando vistos nos dias de hoje, aliás).

Baseado no best-seller de Peter Benchley, “Tubarão” conta, além da sua trama, as mudanças e o conflito interior pelas quais passa o protagonista, o chefe de polícia da cidade de Amity, Martin Brody (vivido à perfeição por Roy Scheider). Recém-chegado à cidade, ele se choca com os primeiros ataques do tubarão e tem como aliado apenas o pesquisador oceanográfico Matt Hooper (Richard Dreyfuss).  Ele é forçado a superar seus traumas (medo de água) quando o filme chega à sua segunda metade, e Brody, Hooper partem a bordo do “Orca” para caçar o peixe assassino, acompanhados do instável capitão Quint (uma atuação inesquecível de Robert Shaw). O suspense da primeira parte dá lugar a um momentâneo clima de aventura, e então vem o terror absoluto, quando os homens descobrem, chocados, que deixaram de ser os caçadores e se tornaram a caça.

Tudo funciona no filme: a opção, forçada pelas circunstâncias das filmagens, pela sugestão em vez do choque explicito; a edição vencedora do Oscar e considerada como salvadora do projeto problemático; a trilha sonora (também vencedora) famosa e brilhante de John Williams, que a partir daí musicou todos os projetos de Spielberg. “Tubarão” é brilhantemente filmado e concebido, e por isso mesmo algo muito especial, diferente de 99% dos outros blockbusters. Quando uma das cenas mais assustadoras de um filme é um monólogo de um ator (Quint falando sobre o naufrágio do USS Indianápolis), e um momento no meio da narrativa entre Brody e seu filho se torna absolutamente tocante, tem-se a certeza de que “Tubarão” é mais do que um mero longa de terror. Mereceu figurar sem problemas entre os indicados a Melhor Filme. De quantas outras superproduções se pode dizer o mesmo?

INDICAÇÕES (3 vitórias):
1. Melhor Filme: Richard D. Zanuck e David Brown
2. Melhor Edição: Verna Fields – venceu
3. Melhor Trilha Sonora Original: John Williams – venceu
4. Melhor Som: R. L. Hoyt, R. Heman Jr., E. Madery e J. R. Carter – venceu

por Ivanildo Pereira

3 comentários:

Luís disse...

Acho que nem de longe esse filme é tão bom quanto dizem e também não envelheceu bem como sugerem. Acho que hoje só cabe entender mesmo o quanto esse fiquei fez sucesso à época do seu lançamento devido à inovação que ele trouxe, porque é bastante difícil se impressionar com essa obra atualmente.
Particularmente, não se trata de um dos meus favoritos, como se vê.

Kamila disse...

"Tubarão" é um verdadeiro clássico do gênero de suspense. É um filme brilhante, especialmente na forma como estrutura o seu primeiro ato, insinuando a ameaça do tubarão sem nunca o mostrá-lo. Spielberg gênio!!! Um filme que causa arrepios e medo até hoje!

Anônimo disse...

De todas as grandes bobagens que eu li na Internet, a que você escreveu foi a maior. Acho que você é um daqueles adoradores dos filmes de contos de fadas ou ou admirador de produções recheadas de efeitos especiais em 3D, que carecem de conteúdo. Tubarão é uma obra prima do cinema, consagrada até nos dias atuais. E fim de papo.